decidi
manter-me em silencio.
Com a saída de Spencer corri para meu
quarto, e comecei a ler de um em um os papeis que estavam dentro da pasta, que
havia encontrado na casa de senhor Roberto, aqueles papeis tratavam-se nada
mais nada menos de transferências bancarias, que estavam no nome de senhor
Roberto, o que me intrigou foi que o dinheiro que estava sendo desviado, era o
dinheiro das doações que eram feitas pelos nobres da sociedade, para serem
enviadas ao vaticano, se o senhor Roberto era conhecido como “Banqueiro de
Deus” justamente pelo fato dele cuidar dessas finanças, porque ele estaria
desviando verba? Isso atrapalharia seu trabalho, como ele estaria jogando fora
tantos anos de dedicação? Isso não era normal, depois de ler todos os papeis, lembrei-me
da agenda de compromissos, e comecei a ver as anotações que estavam feitas
nela, o ultimo compromisso do senhor Roberto, era exatamente com meu amigo
Henrique, o mesmo que estava sempre nos mesmos lugares que eu, a partir daquele
momento minhas suspeitas voltaram-se todas para ele, as perguntas em minha
cabeça voltaram a me atormentar, e quase deixei escapar pela janela um dos
papeis que estavam na escrivaninha, vi que já era tarde, e resolvi fechar a
janela, mas ao aproximar-me, avistei Henrique que encontrava-se em frente a
minha casa novamente observando-me, não pensei duas vezes, e rapidamente,
arremessei todos os papeis que estavam ao meu alcance, em minha bolsa, desci
rapidamente as escadas de minha casa, e praticamente arrastando tudo que
encontrei em meu caminho, abri a porta, e avancei sobre Henrique, mas ele rapidamente conseguiu alcançar meus braços, e ao apertá-los,
Henrique disse-me “Bianca, me escute, eu sei o esta pensando, desconfia que eu
sou o assassino de seu avô”, e ainda surpreendida por aquelas palavras,
retruquei rapidamente “ se você não e o assassino, como sabes que o senhor
Roberto era meu avô?”naquele momento, notei o desespero nos olhos de Henrique, que tentou me
convencer a sair daquele lugar o mais rápido possível, e ao receber minha
negativa, ele praticamente arrastou-me ate o carro, e dirigindo em alta
velocidade, não disse-me uma só palavra ate que chegamos a agencia de
criminalística, tentei em vão escapar dele, mas este levou-me a sala de
Spencer, abriu a primeira das sete gavetas que haviam na mesa de Spencer,
entregou-me um documento, e mandou que eu observasse a semelhança entre a
assinatura dos extratos bancários com a mesma que encontrava-se no documento
que ele havia acabado de entregar-me, naquele momento me apavorei, só de pensar
que Spencer seria o assassino de meu avô, e antes que eu expressasse qualquer
gesto, Henrique disse-me que o único fato pelo qual ele me observou por tanto
tempo, foi um pedido de meu avô, e antes que ele pode-se esclarecer me qualquer
outra coisa, a porta abriu-se...
Parabéns menina vc tem talento e dos bons
ResponderExcluirnunca deixe esse dom se apaga dentro de tu
beijos amei seu conto e seu blog beijos Clara
oi, muito obrigada pelo seu comentario; ele e muito importante pra mim :D
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