domingo, 8 de abril de 2012

Bianca Volpherscon {Até Onde se pode Desvendar uma Vida} Parte 5


decidi manter-me em silencio.
       Com a saída de Spencer corri para meu quarto, e comecei a ler de um em um os papeis que estavam dentro da pasta, que havia encontrado na casa de senhor Roberto, aqueles papeis tratavam-se nada mais nada menos de transferências bancarias, que estavam no nome de senhor Roberto, o que me intrigou foi que o dinheiro que estava sendo desviado, era o dinheiro das doações que eram feitas pelos nobres da sociedade, para serem enviadas ao vaticano, se o senhor Roberto era conhecido como “Banqueiro de Deus” justamente pelo fato dele cuidar dessas finanças, porque ele estaria desviando verba? Isso atrapalharia seu trabalho, como ele estaria jogando fora tantos anos de dedicação? Isso não era normal, depois de ler todos os papeis, lembrei-me da agenda de compromissos, e comecei a ver as anotações que estavam feitas nela, o ultimo compromisso do senhor Roberto, era exatamente com meu amigo Henrique, o mesmo que estava sempre nos mesmos lugares que eu, a partir daquele momento minhas suspeitas voltaram-se todas para ele, as perguntas em minha cabeça voltaram a me atormentar, e quase deixei escapar pela janela um dos papeis que estavam na escrivaninha, vi que já era tarde, e resolvi fechar a janela, mas ao aproximar-me, avistei Henrique que encontrava-se em frente a minha casa novamente observando-me, não pensei duas vezes, e rapidamente, arremessei todos os papeis que estavam ao meu alcance, em minha bolsa, desci rapidamente as escadas de minha casa, e praticamente arrastando tudo que encontrei em meu caminho, abri a porta, e avancei sobre Henrique, mas ele rapidamente conseguiu alcançar meus braços, e ao apertá-los, Henrique disse-me “Bianca, me escute, eu sei o esta pensando, desconfia que eu sou o assassino de seu avô”, e ainda surpreendida por aquelas palavras, retruquei rapidamente “ se você não e o assassino, como sabes que o senhor Roberto era meu avô?”naquele momento, notei o desespero nos olhos de Henrique, que tentou me convencer a sair daquele lugar o mais rápido possível, e ao receber minha negativa, ele praticamente arrastou-me ate o carro, e dirigindo em alta velocidade, não disse-me uma só palavra ate que chegamos a agencia de criminalística, tentei em vão escapar dele, mas este levou-me a sala de Spencer, abriu a primeira das sete gavetas que haviam na mesa de Spencer, entregou-me um documento, e mandou que eu observasse a semelhança entre a assinatura dos extratos bancários com a mesma que encontrava-se no documento que ele havia acabado de entregar-me, naquele momento me apavorei, só de pensar que Spencer seria o assassino de meu avô, e antes que eu expressasse qualquer gesto, Henrique disse-me que o único fato pelo qual ele me observou por tanto tempo, foi um pedido de meu avô, e antes que ele pode-se esclarecer me qualquer outra coisa, a porta abriu-se...
 

2 comentários:

  1. Parabéns menina vc tem talento e dos bons
    nunca deixe esse dom se apaga dentro de tu
    beijos amei seu conto e seu blog beijos Clara

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    1. oi, muito obrigada pelo seu comentario; ele e muito importante pra mim :D

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