quinta-feira, 5 de abril de 2012

Bianca Volpherscon {Até onde se Pode Desvendar Uma Vida} parte 1


   Era uma segunda por volta das 19:45 da noite, e eu continuava sobre janela do meu quarto, relembrando a cena que vi ao anoitecer , enquanto voltava do trabalho, ao passar pelo antigo parque da vila rose, um parque que anos antes era bem cuidado, cheio de flores, com a grama sempre verde, um pequeno rio de agua cristalina, pássaros cantando, pessoas caminhando, outras pessoas lendo, um lugar que foi abandonado, excluído, perdeu sua beleza pouco a pouco, se tornou vazio, praticamente sem vida,  a grama que antes era verde, não tinha mais cor, o aroma das rosas deixou um vazio quando elas murcharam, os pássaros sumiram, as folhas das arvores caíram pouco a pouco, o rio que antes tinha aguas cristalinas foi poluído, ganhou uma coloração escura, a ponte que antes era tão bonita não recebia mais cuidados, suas redes de proteção estavam sujas, úmidas, nela abrigavam-se teias de aranha, e nada mais que isso, eu lembro perfeitamente bem, que aquele lugar me dava arrepios, e naquele dia a sensação foi a mais estranha possível, eu sentia-me observada, uma brisa fria tocou-me, lembro que estava apavorada, e meu desespero aumentou ao ver o homem que investiguei por tanto tempo, lá morto, com uma corda em seu pescoço, corda que deve ter o sufocado ate seus últimos segundos, por um momento achei que estava louca, achei que aquilo não passava de uma ilusão de ótica, mais de repente um amigo de trabalho surgiu, era Henrique, perguntou se eu me sentia bem, com ele surgiram alguns detetives que trabalhavam conosco na agencia de detetives, e eu o perguntei “o que aconteceu aqui? Henrique”, e ele me respondeu enquanto andávamos em direção a cena do crime “ e isso que estamos tentando saber Bianca, a única coisa que sabemos e que foi um assassinato, e nada mais que isso, mais já estamos cuidando do caso, a equipe do Spencer Witterscooth já deu inicio as investigações”, depois das palavras de Henrique decidi ir embora, mesmo com duvidas na cabeça, fui para casa.

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