Passei horas na janela de meu
quarto, quando um barulho chamou-me atenção, era Bruna minha irmã chegando do
trabalho, ao ve-la descer do carro com muitas pastas corri para ajuda-la e
aproveitei o fato dela ser jornalista para assim saber um pouco mais sobre a
morte daquele homem, o homem que me deixou tão abalada,
poderia ser qualquer um, mais não, era ele, era o senhor Roberto, ainda perdida
em meus pensamentos, desci rapidamente as escadas de minha casa, e apanhei
algumas pastas que minha irmã havia deixado cair acidentalmente, ao apanhar a
ultima pasta, percebi que alguns papeis haviam escapado dela, nesses papeis
haviam varias fotos do corpo encontrado sobre a ponte naquele dia mais cedo,
minha irmã contou-me que estava arrumando uma matéria para publicar no jornal no
dia seguinte, e por isso tinha tantas fotos, do crime. Dois anos se passaram,
mais nada havia sido descoberto, oque era muito estranho, pois os detetives que
estavam cuidando do caso antes eram muito eficientes, era dia 20 de junho de 1894,
quando resolvi voltar aquele lugar sombrio, aquele lugar que me causava
angustia, aquele lugar que anos antes tinha sido palco de um derradeiro final,
não aguentava mais tantas duvidas, e ao chegar ao antigo parque, lembrei de
quando ainda investigava a vida de senhor Roberto, lembrei do homem feliz,
cheio de amigos, que fazia questão de caminhar todos os dias de sua casa para o
trabalho, lembrei de como ele fazia questão de cumprimentar todos os
conhecidos, lembrei de quando ele parava para conversar com os pobres que passavam
os dias praticamente invisíveis jogados na calçada, esperando uma alma boa,
para os fazer companhia, as lembranças vinheram em minha cabeça como se eu
estivesse assistindo um filme, e ao voltar a realidade eu pensei “ Se eu
investiguei a vida deste homem por tanto tempo, e se descobri tudo que
precisava saber sobre a vida dele, porque eu não poderia investigar sua morte?”
, então depois dessa conclusão não pensei duas vezes peguei meu caderno de
anotações e comecei e revirar cada pedaço de terra que estava naquele lugar, infelizmente
ate determinado momento não havia encontrado nada, além da umidade, da sujeira
e da falta de manutenção, depois disso acreditei ter voltado a realidade “ como
eu encontraria pistas dois anos depois do crime, se os detetives que haviam
dado inicio as investigações no mesmo dia, não tinham encontrado nada?”, depois
de concluir tal fato, decidi ir embora, mas ao aproximar-me da arvore onde
havia deixado minha bolsa, uma coisa chamou-me atenção era um pingente que
carregava uma chave, uma chave que estava suja, quase irreconhecível, mas
qualquer coisa naquele momento me ajudaria, apanhei a chave, coloquei-a em
minha bolsa, e ao levantar-me tive a impressão de estar sendo observada, então
apressei-me sair daquele parque.
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