quinta-feira, 5 de abril de 2012

Bianca Volpherscon {Ate Onde Se Pode Desvendar Uma Vida} Parte 2


Passei horas na janela de meu quarto, quando um barulho chamou-me atenção, era Bruna minha irmã chegando do trabalho, ao ve-la descer do carro com muitas pastas corri para ajuda-la e aproveitei o fato dela ser jornalista para assim saber um pouco mais sobre a morte daquele homem, o homem que me deixou tão abalada, poderia ser qualquer um, mais não, era ele, era o senhor Roberto, ainda perdida em meus pensamentos, desci rapidamente as escadas de minha casa, e apanhei algumas pastas que minha irmã havia deixado cair acidentalmente, ao apanhar a ultima pasta, percebi que alguns papeis haviam escapado dela, nesses papeis haviam varias fotos do corpo encontrado sobre a ponte naquele dia mais cedo, minha irmã contou-me que estava arrumando uma matéria para publicar no jornal no dia seguinte, e por isso tinha tantas fotos, do crime. Dois anos se passaram, mais nada havia sido descoberto, oque era muito estranho, pois os detetives que estavam cuidando do caso antes eram muito eficientes, era dia 20 de junho de 1894, quando resolvi voltar aquele lugar sombrio, aquele lugar que me causava angustia, aquele lugar que anos antes tinha sido palco de um derradeiro final, não aguentava mais tantas duvidas, e ao chegar ao antigo parque, lembrei de quando ainda investigava a vida de senhor Roberto, lembrei do homem feliz, cheio de amigos, que fazia questão de caminhar todos os dias de sua casa para o trabalho, lembrei de como ele fazia questão de cumprimentar todos os conhecidos, lembrei de quando ele parava para conversar com os pobres que passavam os dias praticamente invisíveis jogados na calçada, esperando uma alma boa, para os fazer companhia, as lembranças vinheram em minha cabeça como se eu estivesse assistindo um filme, e ao voltar a realidade eu pensei “ Se eu investiguei a vida deste homem por tanto tempo, e se descobri tudo que precisava saber sobre a vida dele, porque eu não poderia investigar sua morte?” , então depois dessa conclusão não pensei duas vezes peguei meu caderno de anotações e comecei e revirar cada pedaço de terra que estava naquele lugar, infelizmente ate determinado momento não havia encontrado nada, além da umidade, da sujeira e da falta de manutenção, depois disso acreditei ter voltado a realidade “ como eu encontraria pistas dois anos depois do crime, se os detetives que haviam dado inicio as investigações no mesmo dia, não tinham encontrado nada?”, depois de concluir tal fato, decidi ir embora, mas ao aproximar-me da arvore onde havia deixado minha bolsa, uma coisa chamou-me atenção era um pingente que carregava uma chave, uma chave que estava suja, quase irreconhecível, mas qualquer coisa naquele momento me ajudaria, apanhei a chave, coloquei-a em minha bolsa, e ao levantar-me tive a impressão de estar sendo observada, então apressei-me sair daquele parque.

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